quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O Outono, que assoma

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A velha cerca - Ponteira

Do lado de lá da fronteira...

Cores de Outono

Montalegre - passeio pelo Avelar

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Contim

Com mãos se lavra



MÃOS

Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.
Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.
E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.
De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.

(Manuel Alegre)

Castelo

Alto Rabagão